You are currently viewing ADERR COMPROVA | Não há registro da doença de Haff na criação de peixes em Roraima
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Não há casos de registros da doença de Haff, conhecida como urina preta, em peixes produzidos em cativeiro em Roraima. É o que afirmam técnicos da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima. Recentemente, notícias vindas do Estado do Amazonas, onde casos suspeitos são investigados, provocaram a preocupação entre os consumidores roraimenses.

Os técnicos roraimenses, porém, asseguram que o pescado saído dos tanques da psicultura, direto para o gelo, inibe a proliferação da doença. No Amazonas 56 casos suspeitos foram registrados e todos os relatos, de peixes vindos de rios e lagos.

Os técnicos da Aderr, especialistas em sanidade animal, também ressaltam  que desde a última semana, não há ocorrências no Amazonas. Em Roraima não existe nenhum caso e a maioria dos peixes consumidos, cerca de 90%, são produzidos em cativeiro. Neste tipo de criação, a qual não registra histórico da doença, o consumo é mais seguro, como detalham os técnicos.

Chefe do Programa Estadual de Sanidade de Pescados da Aderr, o médico veterinário Sylvio Botelho informa aos consumidores que o consumo de peixe no Estado continua seguro, pois a produção em sua maioria é feita em cativeiros.

“O peixe que é produzido aqui é seguro para o consumo. Essa intoxicação tem ocorrido somente em alguns municípios do Amazonas, em peixes que vêm de rios e lagos. A síndrome de Haff é uma doença que ocorre muito no mar, em camarões e moluscos bivalves e raramente ocorre em peixes de água doce. O consumidor pode ficar sossegado e continuar comendo seu tambaqui despreocupado.”

“É importante ressaltar que não há motivo para pânico, uma vez que não há registro de suspeita da doença em nosso Estado. Outra nota importante é que, de todos os registros no país, nenhum é de peixe advindo da piscicultura, o que torna esse tipo de consumo, no momento, bastante seguro”, explicou o Governador Antônio Denarium.

Garantia do Pescado

A Aderr tem um programa específico dedicado à sanidade de animais aquáticos, que tem como objetivo a prevenção, controle e erradicação de doenças no sistema de produção neste setor, conforme destacou o presidente da Aderr, Kelton Lopes.

“O cadastramento de piscicultores, controle de trânsito e de matéria prima, estudos epidemiológicos por meio de coleta da água dos tanques e de peixes  para diagnóstico laboratorial, são de responsabilidade do Programa Estadual de Sanidade dos Animais Aquáticos. Além disso, oferecemos  capacitações  constantes aos nossos técnicos em sanidade de pescados e educação sanitária”.

A produção de tambaqui em Roraima alcançou 15 mil toneladas em 2020. Cerca de 11 mil foram exportadas para o Amazonas e o restante comercializado no mercado local. Foram movimentados, entre alevinos e peixes adultos, mais de R$ 9 milhões em pescado.

Doença “da urina preta” ou Doença de Haff

A doença é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados peixes como o tambaqui, o badejo e a arabaiana ou crustáceos (lagosta, lagostim, camarão). Se comprovou que o frio (gelo) inibe a produção da toxina, por isso a importância de um bom acondicionamento.

A síndrome ainda é pouco estudada, confirmando apenas ser causada por uma toxina  que é caracterizada pela destruição das proteínas musculares, provocando sintomas como a perda da força física, dor muscular, febre e urina escura.

Os sintomas da doença de Haff surgem entre 2 a 24 horas após o consumo de peixe ou crustáceos bem cozidos, mas contaminados e estão relacionados com a destruição das células musculares, sendo os principais sintomas a dor e rigidez nos músculos, que é muito forte e surge de repente; urina muito escura, marrom ou preta, semelhante à cor do café; dormência e perda da força.

Texto: Elias Venâncio
Foto: Ascom Aderr

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